quinta-feira, 30 de agosto de 2007

:: Caçando Assunto ::

"Fiquem sabendo que eu hoje tinha assunto e os recusei todos. Eu poderia, se quisesse, neste momento, escrever duzentas crônicas engraçadinhas ou tristes, boas ou imbecis, úteis ou inúteis, interessantes ou cacetes. Assunto não falta, porque eu me acostumei a aproveitar qualquer assunto."

Rubem Braga

Fonte: Burburinho

terça-feira, 28 de agosto de 2007

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

:: BOM DIA ADIANTADO ::


Fé Cega, Faca Amolada

(Doces Bárbaros)

Agora eu não pergunto mais aonde vai a estrada
Agora eu não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter que ser, vai ser, faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranqüilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranqüilo
Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar, faca amolada
Um brilho cego de paixão e fé, faca amolada

Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer na luz de cada dia
A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada
O chão, o chão, o sal da terra o chão, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito tranqüilo
Um brilho cego de paixão e fé, faca amolada


domingo, 12 de agosto de 2007

Teatro :: Pequenos Milagres ::


Grupo Galpão

Em comemoração aos 25 anos do grupo o Galpão está em cartaz por pouco tempo no Sesc Anchieta a peça "Pequenos Milagres". De depoimentos enviados por gente de todo país, foram selecionados 3, entrelaçados e adaptados, traduzem sonhos de pessoas comuns ou pequenos milagres do dia-a-dia. Vale muitoooooo a pena!!!!! Fiquei surpresa ao descobrir (sem querer) que Paulo Moraes (diretor paranaense, hihihihi, conterrâneo) foi o responsável por uma das melhores peças que já vi na vida (Alice através do espelho). Eternizou uma imagem forte na minha mente, quase uma viagem alucinógena... um clown pendurado em um balanço cantando Strawberry Fields Forever. Plac, plac, plac, plac... Nothing is reallllllllllllllllllllllll!


CABEÇA DE CACHORRO - Essa história representa um rito de passagem em que um menino do interior, de apenas onze anos, se vê obrigado a enfrentar os desafios da cidade grande para cumprir uma importante missão que lhe foi confiada por seu pai. Fragmentada em quatro partes, ela é contada como uma aventura ao longo da peça.

O PRACINHA DA FEB - Conta a história de um velho expedicionário que re-visita seu passado a partir do olhar de uma jovem enfermeira que trabalha com pessoas da terceira idade.

O VESTIDO - Retrata a história de uma mulher que realiza um antigo sonho da adolescência, apresentando a delicadeza do sonho de uma menina.

CASAL NÁUFRAGO - Abordagem sobre a vida de um casal cuja relação está há muito tempo desgastada e que, de repente, se vê na iminência de ter todos os seus problemas financeiros resolvidos através do concurso "Show do Milhão". O texto fala sobre a crueza de duas vidas em que existe pouco espaço para o sonho.

"Quando você entra em um táxi tem que saber o que quer, para onde você vai"

"você tem que saber o que quer"

Mais>>

terça-feira, 7 de agosto de 2007

UM POUCO DE POESIA >>> Mistério

O MISTÉRIO DAS COISAS
Fernando Pessoa - Alberto Caieiro

O mistério das coisas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.

Porque o único sentido oculto das coisas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as coisas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.

Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:
As coisas não têm significação: têm existência.
As coisas são o único sentido oculto das coisas.

FILME >> SANEAMENTO BÁSICO, o filme

O Monstro do fosso (ou da fossa?)


“Devolver dinheiro é chato...”

“O que não pode é devolver dinheiro pra Brasília.”


METALINGUAGEM é o resumo da ópera, rs. Engraçado e crítico, fala das mazelas de fazer cinema no Brasil. Brinca com a capitação de recursos, com a construção do roteiro, dos personagens e com a edição. Rende Boas risadas, uma “COMÉDIA” de Jorge Furtado... ou seria FICÇÃO CIENTÍFICA?

Camila Pitanga surtada com a nova rotina; recita um trecho de “Três alqueires e uma vaca”, de Gustavo Corção. Visto em um salão de beleza pela personagem...

“O cabelo faz do homem um ser misterioso que carrega na cabeça, na parte do corpo que é mais nítida e mais marcada, uma coisa rebelde como um mar e confusa como uma floresta. Está quase fora do corpo, é uma espécie de jardim privado, onde o dono exerce à vontade sua fantasia e sua desordem. É qualquer coisa que cresce e que transborda como se estivesse livre do domínio da alma”.

Uma iniciativa interessante veio da estilistaPaola Rabba, da Poko Pano que criou camisetas para a pré-estréia do filme em sampa. Dá um look:

Quem me contou: Modos de Moda

http://www.saneamentobasicoofilme.com.br

Vizzo na crítica, clica aqui.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Dedim de Prosa >> Ponto de vista

Visão interessante, pontos de vista enlouquecidos e empregos destoantes... Um dos mestres da literatura brasileira, qrande poeta, era funcionário público... isso mostra que é possível sim trabalhar os dois lados, o burocrático institucional e o criativo pessoal.

"Eu durmo tarde e durmo pouco, é um hábito: quatro horas de sono. Se eu dormisse dez estaria mais disposto, mas
eu prefiro viver nesse estado de torpor, de sonolência. Viver em plena consciência é uma coisa meio louca. Prefiro viver longe do mundo, preocupado com a minha vida. Isso está ligado ao pensamento do Foucault, de fazer de sua vida uma obra de arte, como os gregos antigos. Quero dar à minha vida um valor estético, sem representação, sem política.
Quero chegar num ponto em que você me pergunte quem é o presidente da República e eu te diga ‘não sei’.”

“Fazer música pra mim é a imagem de um motorista de olhos vendados dirigindo um carro em alta velocidade”, visualiza. “É algo misterioso, você faz por uma força impulsiva."

A Viagem é da TRIP

sexta-feira, 27 de julho de 2007

MP TRECHOS INJETÁVEL >> Chicas



Uma simpática versão de "Me deixa" de O RAPPA. Nada como voz feminina tratando de sensibilidade, kkkkk. (Desculpem meninos.... tá tá tá bom, quem escreveu foi um homem sensível, digamos um metrasexual)


ME DEIXA

Pode avisar!

Invente uma doença q me deixa em casa pra sonhar.

Um novo enredo,
Um outro dia de folia

Eu ia explodir, eu ia explodir
Mas eles não vão ver os meus pedaços por aí.

Me deixa!
Hoje eu tô de bobeira .

Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero e mais justo comigo.

Podem os homens vir, que não vão me abalar
Os cães farejam medo, logo não vão me encontrar

Não se trata de coragem
Meus olhos estão distantes
Me camuflam na paisagem
Dando um tempo pra cantar...


CHICAS - Quem Vai Comprar nosso Barulho

quinta-feira, 26 de julho de 2007

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Um pouco de poesia >> Onde é que há gente no mundo?


Poema em linha reta

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

MP TRECHOS - Sirvo minha cabeça

SECOS E MOLHADOS ... e derivados
(João Ricardo / João Apolinário)

Primavera nos Dentes

Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa contra a mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura à primavera

ÁAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
(esse fui eu..... vai, grita, sua chance...)

KISSES, honey.

:: BRISA DIONISÍACA ::

Medea – La Estrangera

Grupo Atalaya

Um dos momentos mais tocantes (para mim) foi a cena em que Medea, desgraçada, jogada ao chão, diz:

"Esta não é Medea
Traga-me um espelho

Sobrevivo em ruínas no meu corpo
com os fantasmas da juventude"

BRAVÍSSIMO
plac plac plac

* Naquele instante SENTI no oxigênio da sala, o Retrato de Cecília Meireles.

Retrato
Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração

que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida
a minha face?


Viagem....

O tempo esvai-se com a juventude e o corpo carrega cicatrizes. A alma mutilada deve seguir em frente. Traga e saboreia o amargo. Ala rasa da vida. Mas para os otimistas insistentes, a luz no fim do tunel não é um trem. Cantarolo secos e molhados inventando contra a mola que resiste.


Theatro São Pedro

quarta-feira, 11 de julho de 2007

UMA DOSE DE POESIA


Não Me Peças Mais Canções

"Não a posso renovar


E o brilho vai-se perdendo...

- Sou como as velas do altar

Que dão luz e vão morrendo."


As Canções de Antônio Botto

>> FILMES :: NÃO POR ACASO :: Ressignificando


No filme de Philippe Barcinski (curtas: Palíndromo e Janela Aberta) NÃO POR ACASO, a solidão e a perda obriga os personagens a dar novo significado ou reconstruir sentimentos de forma diferente buscando conforto e paz nos corações e vidas de outrora. Pessoas normais, com profissões que exigem precisão e atenção se deparam com a subjetividade da vida, onde nada é calculado e os resultados nem sempre exatos.



RESSIGNIFICANDO


quarta-feira, 4 de julho de 2007

:: Uma pitada de poesia ::


Dez Chamamentos Ao Amigo

Hilda Hilst

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse


Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo

Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

terça-feira, 3 de julho de 2007

<< (read+write)


CLOSER

"Eu te amaria por toda a vida" AGORA É TARDE

Morta (passou dessa pra melhor...) em 27 de junho cantando "I´ll try" em tons de verde.

Bye

>> desdobramentomêmelmeli

terça-feira, 26 de junho de 2007

segunda-feira, 25 de junho de 2007


"Haverá paradeiro para o nosso desejo /
Dentro ou fora de um vício / Uns preferem dinheiro / Outros querem um passeio perto do precipício / Haverá paraíso / Sem perder o juízo sem morrer / Haverá pára-raio / Para o nosso desmaio / Num momento preciso / Uns vão de pára-quedas / Outros juntam moedas antes do prejuízo / Num momento propício / Haverá paradeiro para isso? / Haverá paradeiro / Para o nosso desejo / Dentro ou fora de nós / Haverá paraíso"

Paradeiro - Marisa Monte e Arnaldo Antunes


quinta-feira, 21 de junho de 2007

FILME >> CÃO SEM DONO >> Até o dia...

Cão-sem-dono para mim, era sagitariano, como diria uma amiga minha, rs. Mas também é o nome de uma Ong (www.cãosemdono.com.br) e o novo filme de Beto Brant (“Os Matadores” 1997, “Ação entre Amigos ” 1998, “O Invasor” 2002 e “Crime Delicado”, 2005) / Renato Ciasca, adaptação do romance “Até o dia em que o cão morreu” de Daniel Galera, cuja esposa, Tainá Muller, quase acidentalmente protagonizou o filme e saiu com o prêmio de melhor atriz do Festival de Recife.

Um casal acaba de se conhecer, fazem amor com muita intimidade e naturalidade e no dia seguinte parecem dois estranhos tomando café procurando assunto para tapar o “vazio” do silêncio. Ciro (Júlio Andrade) nem se interessa em manter contato, sem telefone celular ou residencial mora sozinho em um apartamento que é mantido pelos pais e vive recusando trabalhos baratos de tradução. Um cão sem dono aparece e vai ficando, é um amigo para Ciro que se isenta do título de dono. Marcela vai ganhando espaço e trazendo o companheiro para realidade e quando este já está emaranhado nos laços da afetividade e “dependente” dela, tem que ficar sozinho e enfrentar a vida. Um dia o SEU cão morre... e Marcela?

Um retrato do vazio e medo das relações, do contato com as responsabilidades no relacionamento e na vida, o enfrentamento e a construção de uma vida compartilhada.

terça-feira, 19 de junho de 2007

AQUI E AGORA / EU SOU



"Todo espírito preocupado com o futuro é infeliz. O mais corriqueiro dos erros humanos é o futuro. Ele falseia a nossa imaginação, ainda que ignoremos totalmente onde nos leva.
Quando pensamos no futuro, nunca estamos em nós. Estamos sempre além. O medo, o desejo, a esperança jogam-nos sempre para o futuro, sonegando-nos o sentimento e o exame do que é, para distrair-nos com o que será, embora o tempo passe e já não sejamos mais".

(Montaigne)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

MP TRECHOS


"Por isso preste atenção meu irmão, sua intenção pode ser boa,
mas O QUE VALE É A AÇÃO."


Dionorina, Clareza.


"Falar é fácil"
ou "De boas intenções o inferno está cheio" são clássicos do ditado popular e tem muito a ver com esse momento da música Clareza de Dionorina. Nesse mp trechos gostaria de refletir sobre a importância da ação em nossas vidas. A palavra pode ser mais importante do que a ação? A ação desacompanhada da palavra não vale nada ou ainda, vale mais uma ação do que 1000 palavras?

Com ou sem intenção, pra mim, vale mais AÇÃO, prima-irmã da atitude e amante da prática (que não vive sem a teoria, mas vale muiiiiiitooooo).


quarta-feira, 6 de junho de 2007

PENSE/PARE - Extrato de bagatela


"Quando me tiveres lido, joga fora este livro – e sai. sai do que quer que seja e de onde seja, de tua cidade, de tua família, de teu quarto, de teu pensamento. que o meu livro te ensine a te interessares mais por ti do que por ele próprio – depois por tudo o mais – mais do que por ti."

andré gide em “os frutos da terra” . paris, 1927 .

Ps.: Retirado do blog e podcast BAGATELA, vale a pena aparecer por lá.

... Me perco em reticências ...

Um novo beijo, EUFORIA, esperanças renovadas, novos caminhos. Viver tem dessas, quando tudo está ameno, tranqüilo, de repente a tempestade, a qualquer momento, tudo pode mudar de cor. Hoje vejo o mundo colorido, cores especiais, vivas e reluzentes. Vejo além do ponto final, me perco em reticências. Estou feliz!!!

O texto abaixo me fez recordar a euforia e lembrar da ressaca.

" As perguntas de sempre, o vazio aumentado.
O coração precisava de ferias conjuntas com o cérebro. Talvez depois de uma longa conversa eles resolvessem mudar de função pôr algum tempo. A cabeça do coração. O coração sem cabeça.
Iria tudo se ajustar depois desse choque improvável de nao sei quantos mil woltz??
Faz muito tempo que sinais de inquietação brilham nesse escuro. A hora que passa não deixa saudades e não planta nenhuma inspiração. Mas alguem havia falado no absurdo...
Subitamente um beijo novo acontece. De repente um milagre ecoa lá do alto do céu...

... O impossível se vestiu de gala pra brindar aquele momento.
Agora sim, a casa fantasma estava totalmente apagada, escondendo as sombras em gavetas de luz, totalmente adormecida por um estalo novo que o mundo inteiro costuma chamar de euforia !
"

O Coraçao Sem Cabeça
André Instruso - Jaboatão dos Guararapes (PE)


Leia mais

É preciso sentir os dois para atribuir valor ao melhor. Logo me vem a mente uma discussão do canal GNT, no programa Saia Justa, onde o assunto era: TÉDIO OU DESESPERO? Sinto-me escolhendo entre morrer queimada ou afogada, quase isso, se é que me entendem.

No desespero mora o desejo e no tédio, esse desejo realizado.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

"Sempre fica um pouco de perfume
na mão que oferece flores"

quinta-feira, 31 de maio de 2007

LADY VINGANÇA

DUCA os posters do Lady Vingança, só dispensaria o amarelo por ser muito parecido (talvez propositalmente) com o poster de Kill Bill, agora se precisasse escolher umzinho, socorro...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Lady VINGANÇA


"Olho por olho, dente por dente"

Fazer justiça com as próprias mãos pode parecer absurdo para quem não teve um ente querido assassinado com requintes de crueldade, mas o sentimento de vingança deve acompanhar a notícia (digo deve porque nunca aconteceu comigo).

Qual a ética da vingança? Manchar as mãos de sangue pra limpar a honra, ou seja, sujar pra limpar? ããhhhhh?


Olha isso

"O senso primitivo do justo — notadamente constante de diversas culturas antigas a instituições modernas . . . — começa com a noção de que a vida humana . . . é uma coisa vulnerável, uma coisa que pode ser invadida, ferida, violada de diversas maneiras pelas açoes de outros. Para esta penetração, a única cura que parece apropriada é a contrainvasão, igualmente deliberada, igualmente grave. E para equilibrar a balança verdadeiramente, a retribuição deve ser exatamente, estritamente proporcional à violação original. Ela difere da ação original apenas na sequência temporal e no fato de que é a sua resposta em vez da ação original — um fato freqüentemente obscurecido se há uma longa sequência de ações e contra-ações".


CRÍTICA

"A substituição do “olho por olho, dente por dente”, no entanto, não é algo líquido e certo, mas um processo em reconstrução diária na civilização, pois a inclinação pela vingança pura e simples é a primeira coisa, quase “instintiva”, que nos ocorre quando sofremos uma injúria severa. Deixar o julgamento e a punição ao encargo de uma Justiça “cega” (“cega” porque neutra, não envolvida passionalmente na avaliação dos fatos) evita, inclusive, que vítimas se transformem em novos criminosos"

http://www.geum-ja.co.kr/ (Boa leitura, rs)

Ps.: Amei a maquiagem (se me permitem fazer um comentário bem mulher, feminino, digamos).

FRAGMENTO TXT

" O bom senso nos diz que as coisas da terra não existem inteiramente
e que a verdadeira realidade só é encontrada nos sonhos.
Para digerir a felicidade natural, como a artificial,
é preciso, antes de tudo, coragem para engoli-la. "

Charles Baudelaire, em Paraísos Artificiais