domingo, 18 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Favela on Blast Funk Culture
Documentário FAVELA ON BLAST (Diplo e Leandro HBL). Corre porque só até dia 16 de julho dá para assistir o doc online (e de graça).
E de quebra tem esse canal que é bem bacana: PITCHFORK:tv
quinta-feira, 15 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
ELEVADO 3.5

O Documentário de João Sodré, Maíra Buhler e Paulo Pastorelo foi vencedor do Festival É Tudo Verdade de 2007 somente agora em cartaz na cidade e levanta a discussão sobre a sua derrubada.
Depoimentos de pessoas que vivem ali no famoso amado e odiado MINHOCÃO. Dá uma olhada no site do filme que tem muita coisa inclusive sobre os personagens.
Faltou mostrar o Carnaval do Bloco AGORA VAI organizado por artistas da Barra Funda que é tudo de bom e me fez surfar no minhocão, paisagem querida da cidade, locação de muitos filmes brasileiros e marco da Cidade de SP.
Tem muita água na terra da garoa / Vendi o meu Chevette, vou andar só de canoa (..) / Vem mergulhar na multidão / Pega a minha prancha e vem surfar no Minhocão.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
CRISE / CRIE

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar”superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito.. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la“
terça-feira, 29 de junho de 2010
IN MEMORIAM
Eu digo muitas vezes que o instinto serve melhor os animais do que a razão a nossa espécie. E o instinto serve melhor os animais porque é conservador, defende a vida. Se um animal come outro, come-o porque tem de comer, porque tem de viver; mas quando assistimos a cenas de lutas terríveis entre animais, o leão que persegue a gazela e que a morde e que a mata e que a devora, parece que o nosso coração sensível dirá «que coisa tão cruel». Não: quem se comporta com crueldade é o homem, não é o animal, aquilo não é crueldade; o animal não tortura, é o homem que tortura. Então o que eu critico é o comportamento do ser humano, um ser dotado de razão, razão disciplinadora, organizadora, mantenedora da vida, que deveria sê-lo e que não o é; o que eu critico é a facilidade com que o ser humano se corrompe, com que se torna maligno. Aquela ideia que temos da esperança nas crianças, nos meninos e nas meninas pequenas, a ideia de que são seres aparentemente maravilhosos, de olhares puros, relativamente a essa ideia eu digo: pois sim, é tudo muito bonito, são de facto muito simpáticos, são adoráveis, mas deixemos que cresçam para sabermos quem realmente são. E quando crescem, sabemos que infelizmente muitas dessas inocentes crianças vão modificar-se. E por culpa de quê? É a sociedade a única responsável? Há questões de ordem hereditária? O que é que se passa dentro da cabeça das pessoas para serem uma coisa e passarem a ser outra?
Uma sociedade que instituiu, como valores a perseguir, esses que nós sabemos, o lucro, o êxito, o triunfo sobre o outro e todas estas coisas, essa sociedade coloca as pessoas numa situação em que acabam por pensar (se é que o dizem e não se limitam a agir) que todos os meios são bons para se alcançar aquilo que se quer.
Falámos muito ao longo destes últimos anos (e felizmente continuamos a falar) dos direitos humanos; simplesmente deixámos de falar de uma coisa muito simples, que são os deveres humanos, que são sempre deveres em relação aos outros, sobretudo. E é essa indiferença em relação ao outro, essa espécie de desprezo do outro, que eu me pergunto se tem algum sentido numa situação ou no quadro de existência de uma espécie que se diz racional. Isso, de facto, não posso entender, é uma das minhas grandes angústias.
José Saramago, in 'Diálogos com José Saramago'
DANCE WITH ME
Uma pena não ter encontrado a versão de Joni Mitchell, mas essa é muito boa também e faz parte da minha trilha sonora.
I am on a lonely road and I am traveling
Traveling, traveling, traveling
Looking for something, what can it be
Oh I hate you some, I hate you some
I love you some
Oh I love you when I forget about me
I want to be strong I want to laugh along
I want to belong to the living
Alive, alive, I want to get up and jive
I want to wreck my stockings in some juke box dive
Do you want - do you want - do you want
To dance with me baby
Do you want to take a chance
On maybe finding some sweet romance with me baby
Well, come on
All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you too
All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you
I want to talk to you, I want to shampoo you
I want to renew you again and again
Applause, applause - life is our cause
When I think of your kisses
My mind see-saws
Do you see - do you see - do you see
How you hurt me baby
So I hurt you too
Then we both get so blue
I am on a lonely road and I am traveling
Looking for the key to set me free
Oh the jealousy, the greed is the unraveling
It's the unraveling
And it undoes all the joy that could be
I want to have fun, I want to shine like the sun
I want to be the one that you want to see
I want to knit you a sweater
Want to write you a love letter
I want to make you feel better
I want to make you feel free
Hmm, Hmm, Hmm, Hmm,
Want to make you feel free
I want to make you feel free
MUTANTES????
De onde será que eles tiraram esse nome? Lendo a MAIS SOMA cuja capa é uma foto de Arnaldo Baptista (junho) foi desvendado um mistério ( pelo menos pra mim) sobre o nome da banda.Sentiu que toda a sua carne se dissolvia num turbilhão de luz. E sentiu-se imediatamente feliz. Feliz como se marchasse lado a lado com uma multidão amigável de numerosos camaradas. Por estranho que pareça, soube que já não era nada, ou melhor, que era simultâneamente ele próprio e os outros, unidos numa segurança, num calor e numa força coletiva
(Stefan Wul, em O Império dos Mutantes (1958).
Agora só falta saber o que realmente aconteceu para o término de Rita Lee e Arnaldo Baptista... uma curiosidade sobre a vida alheia...
Caso do Vestido
Carlos Drummond de Andrade
Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?
Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.
Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?
Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.
Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.
Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.
O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.
Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!
Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.
Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.
E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,
se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,
chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,
me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,
mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.
Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,
beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.
Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,
me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,
que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...
Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.
Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.
Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.
Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.
E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.
Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.
Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,
só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.
Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.
Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.
O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,
mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.
Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.
Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.
Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,
visitei vossos parentes,
não comia, não falava,
tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.
Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,
perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,
minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,
minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.
Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.
Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,
pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.
Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,
que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,
última peça de luxo
que guardei como lembrança
daquele dia de cobra,
da maior humilhação.
Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.
Mas então ele enjoado
confessou que só gostava
de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,
fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,
me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,
me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,
bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,
dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.
Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito
de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.
Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.
Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?
quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?
quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?
quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?
Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.
Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.
Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada
vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,
mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,
põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,
comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,
comia meio de lado
e nem estava mais velho.
O barulho da comida
na boca, me acalentava,
me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito
de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.
Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A ALMA IMORAL
domingo, 27 de junho de 2010
FUTEBOL & Heineken
Muito bom, kkkk. Imagina assistir um concerto de música clássica na final da copa, só obrigado.
sábado, 26 de junho de 2010
CLAREZA
"É quando chega a clareza, é quando chega a certeza que seu caminho pode ser melhor.
Por isso preste antenção meu irmão, sua intenção pode ser boa, MAS O QUE VALE É AÇÃO..."
GOSTINHO DE INFÂNCIA
Lembranças de onde judas nem pensava em perder as botas, rs... Bem pobre e muito rico.
TE DESEJO
No escuro ele entrou no país estranho, e como era estranho, de entrada difícil, de repente perigosamente difícil, depois às cegas, mas feliz, instalou-se satisfeito; liberto de todas as dúvidas, todos os perigos e todos os receios, soltou-se, agarrou-se, agarrou-se mais forte; afrouxou para agarrar de novo, absorvendo todo o antes e todo o porvir, chegando ao começo da felicidade iluminada no escuro, mais perto, mais perto, cada vez mais perto, até ultrapassar toda a esperança, mais longe, mais longe, mais alto e mais alto até chegar repentinamente à felicidade escaldante.
De Um país estranho, Ernest Hemingway.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
COMPACTO
Com curadoria de Ronaldo Evangelista, o videocast de cultura da Petrobrás tem nome de COMPACTO, o número 1 com Siba (ex Mestre Ambrósio, agora com carreira solo na Fuloresta) e Catatau (Cidadão Instigado).
TUDO AQUI.
DESISTIR
Então você se vê na metáfora de uma casa que foi destruída por um terremoto. você volta lá para revirar os escombros e ver o que sobrou. mais: para ver o que pode fazer com o que sobrou. porque, convenhamos, sentimentos não são suficientes nesta vida. eles só valem para você mesmo. importa é saber o que fazer com eles, como agir diante deles. ou apesar deles.
Você não estava preparado para uma terra tão arrasada. se alguém dissesse que isso iria acontecer com você, você teria rido. tudo bobagem: na verdade, a gente nunca está preparado para algo assim, que atinge o centro.
Somos todos arqueólogos de nossos amores. quer queira, quer não, você vai ter que pisar nestes escombros, segurando uma lanterna, e olhar tudo com atenção para achar ali o que pode ser guardado. esta é a sua coragem. você junta um retalhinho de pano, um pedaço de uma foto que resistiu, um cálice que não estilhaçou, uma caixinha que não queimou. com concentração, paciência e gentileza, você enche uma sacolinha com as coisas que representam uma experiência que jamais será esquecida.
E aí você se dá conta, entre o espanto e o desalento, de que será obrigado a desistir (do que sentia). não era a sua vontade, mas viver é assim mesmo. casas se erguem, você vive e dança nelas. e um dia você sai com uma sacolinha. tão preciosa, tão maravilhosa, tão significativa. tão sua, que apenas para você ela faz sentido. e desistir significa, também, saber do quê se está desistindo. de tudo? não. na verdade, depende do que você recolheu na sacolinha. é dela que vão sair seus novos sentimentos, suas novas perspectivas, seu novo você."
Márcia Benetti.
Fragmentos de um discurso amoroso
(Dizem-me: esse gênero de amor não é viável. Mas como avaliar a viabilidade? Por que o que é viável é um Bem? Por que durar é melhor que inflamar?)"
[Roland Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso]
O QUE É AMOR PRA VC
Olha a resposta do meu psicanalista preferido:
+ Gente:
Tem mais alguns no youtube.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
UM PROFETA
Filme de Jacques Audiard em breve no Brasil, fez parte do festival Varilux de Cinema Francês no Reserva Cultural com 2h35 de projeção. Apresenta um jovem árabe analfabeto condenado a seis anos de prisão em cárcere francês (Malik El Djebena). Logo precisa se enquadrar nas regras que regem os pavilhões e se depara com rivalidades entre gangues. O filme trata-se de uma ficçao tentando mostrar as péssimas condições das prisões na França e o aprendizado que ganham lá dentro. Uma escola do crime preparando o detento para voltar à criminalidade. Extremamente violento e com sangue "de verdade". A cena da navalha é de deixar qualquer um agoniado na cadeira.
Depois de nove César (Prêmio da Academia de Cinema Francesa), escolhido para concorrer ao Oscar de Melhor filme estrangeiro batendo a Fita Branca e ainda Premiado em Cannes.TÁ PENSANDO QUE É SÓ NO BRASIL?
terça-feira, 22 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
MUST HAVE
Esta História está DiferenteDez escritores e seus contos inspirados em músicas de Chico Buarque. Organizado por Ronaldo Bressane.
Alan Pauls (argentino) - "Ela faz cinema"
Mario Bellatin (mexicano) - "Construção"
Mia Couto (moçambicano) - "Olhos nos olhos"
Rodrigo Fresán (argentino) - "Outros sonhos".
Carola Saavedra (brasileira) - "Mil perdões";
André Sant'Anna (brasileiro)- "Brejo da cruz"
Cadão Volpato (brasileiro) - "Carioca".
João Gilberto Noll (brasileiro) - "Vitrines".
Luis Fernando Verissimo (brasileiro) - "Feijoada completa"
Xico Sá (brasileiro) - "Folhetim"
TINHA CÁ PRA MIM

"Acho que a dúvida tem muita saúde porque você não pode estabelecer organizações poderosas em torno da dúvida. Você nunca vai ter um fanático liderando em nome da dúvida. Nunca vai ter um ditador que tenha dúvida. Todas as coisas que fazem mal no mundo vêm de certezas absolutas. Nunca vi um débil mental hesitar. Todo imbecil é convicto. O que caracteriza uma pessoa inteligente é ouvir o outro, não ter certeza absoluta de nada."
quarta-feira, 2 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Laís Bodanzky NA CABEÇA

Longas
Melhor Filme: As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky.
Direção: Laís Bodanzky, por As Melhores Coisas do Mundo.
Ator: Francisco Miguez, por As Melhores Coisas do Mundo.
Atriz: Paloma Duarte, por Léo e Bia (de Oswaldo Montenegro).
Atriz Coadjuvante: Mariana Nunes, por O Homem Mau Dorme Bem (de Geraldo Moraes).
Ator Coadjuvante: Bruno Torres, por O Homem Mau Dorme Bem (de Geraldo Moraes).
Roteiro (prêmio dividido): Luiz Bolognesi, por As Melhores Coisas do Mundo (de Laís Bodanzky) E Wolney Atalla e Caio Cavechini por Seqüestro (de Wolney Atalla).
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr., por As Melhores Coisas do Mundo (de Lais Bodanzky).
Montagem: Marcelo Moraes e Marcelo Bala, por Seqüestro (de Wolney Atalla).
Trilha Sonora: Oswaldo Montenegro, por Léo e Bia (de Oswaldo Montenegro).
Direção de Arte: Cássio Amarante, por As Melhores Coisas do Mundo.
Edição de Som: Alessandro Laroca, por As Melhores Coisas do Mundo.
Prêmio Especial do Júri: Rogério Fróes, por Não Se Pode Viver Sem Amor (de Jorge Durán)
Melhor Filme/Júri Popular: O Homem Mau Dorme Bem
Prêmio da Crítica: As Melhores Coisas do Mundo
CONSELHO À VENDA >> Colabore com seu biógrafo
"Dizem que conselho só se dá a quem pede"
E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentando acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valioso.
NÃO PAUTE SUA VIDA, NEM SUA CARREIRA, PELO DINHEIRO
Ame seu ofício com todo o seu coração. Persiga fazer o melhor.
Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro.
Hitler não matou 6 milhôes de judeus por dinheiro.
Michelangelo não passou 16 anos pintando a capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.
E tudo que fica pronto na vida, foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano.
O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
"Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo".
E ela respondeu:
"Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso uma apologia à pobreza, muito pelo contrário.
Digo apenas que pensar e realizar, tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
MEU SEGUNDO CONSELHO:
Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada.
Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguaçu.
MEU TERCEIRO CONSELHO VEM DIRETAMENTE DA BÍBLIA:
"Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito."
É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito:
É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso.
Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute.
Mas, por favor, não joque fora, se moldando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida.
E, durante o almoço de domingo, tem que aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados.
Empresários de mesa de bar.
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem.
De 08:00 às 12:00, de 12:00 às 08:00 e mais se for preciso.
Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram em menos de 50 anos, a 2ª maior mega potência do planeta.
Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores IMPOTENCIAS do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.
Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e o mundo que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama sucesso.
Nizan Guanaes.
IN DICA >> Acessórios e Achados
Indicação de origem duvidosa e finalidade certeira, visto que a dona desse blog é muito minha amiga e não deixa a desejar. Vale a visita.
terça-feira, 18 de maio de 2010
VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PQ TE AMO

Com esse título, quem resistiria? Não me contive e fui ao cinema cheia de esperança e expectativa de um belo água com açucar e me dei mal, ou bem, dependendo do ponto de vista, porque o filme era pura poesia, mas abandono e solidão.
Impagavél a prostituta que diz querer UMA VIDA LAZER e a definição do que seria esta vida e ainda, atenção para trilha sonora recheada de clássicos sertanejos, com uma bela canção de Noel Rosa pra salvar a reputação, rs.
Um "road movie" de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. Sinopse, press-book e entrevista com os diretores aqui.
"Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo é um filme gratuito. Quero convocar aqui toda a ambivalência desse termo. Gratuito no que significa de infundado, vadio e arbitrário, mas também de espontâneo, despojado e generoso. "





